Jornada de Fé e Ecologia: “Homem-peixe” colombiano chega a Parintins após 250 dias nadando no Rio Amazonas

Ativista Wilber Honório Muñoz cruzou o maior rio do mundo a partir do Peru para alertar sobre a poluição plástica; atleta fará pausa na ilha para acompanhar o Festival Folclórico
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PARINTINS, AMAZONAS — Em meio ao fervo e à contagem regressiva para a abertura oficial do Festival Folclórico, a Ilha de Tupinambarana testemunhou um desembarque histórico na manhã desta sexta-feira (26 de junho de 2026). Após enfrentar uma maratona hercúlea de 250 dias nadando pelas águas do Rio Amazonas, o professor de educação física e ativista ambiental colombiano Wilber Honório Muñoz, apelidado de “homem-peixe”, atracou em Parintins.

O feito, que desafia os limites de resistência humana na floresta, é a espinha dorsal da expedição “Amazonas a pulmón”. Mais do que registrar um recorde esportivo pessoal, Muñoz transformou braçadas em protesto para conscientizar comunidades ribeirinhas, cidades portuárias e a comunidade internacional sobre o impacto devastador do descarte de lixo plástico nos leitos fluviais da bacia amazônica.

O Mapa da Travessia Transcontinental

A odisseia do colombiano não começou em águas calmas. O planejamento logístico e o esforço físico exigiram um trajeto que corta três países e conecta as cabeceiras andinas ao Atlântico:

Rota da Expedição "Amazonas a pulmón"
├── ⛰️ Ponto de Partida ────> Cusco (Peru) - Início da jornada fluvial
├── 🇧🇷 Entrada no Brasil ──> Tabatinga (AM) - Fronteira tríplice
├── 🏙️ Escala Principal ────> Manaus (AM) - Chegada em maio de 2026
├── 🏹 Parada Atual ────────> Parintins (AM) - Pausa para o Festival Folclórico
└── 🌊 Destino Final ───────> Belém (PA) - Desembocadura no Oceano Atlântico

O nadador reconhece que a reversão dos danos ecológicos e a mudança de hábitos de consumo na Amazônia demandam tempo, mas defende que o impacto visual de sua jornada acende o debate necessário. “Transformar a travessia em uma ferramenta de conscientização ambiental é o meu maior legado”, destacou o ativista.

Apoio Local e Neutralidade Cultural na Ilha

A chegada em Parintins não poderia ter um momento mais oportuno. Aproveitando a pausa logística para descanso físico e recuperação muscular antes de dar início à perna final da expedição rumo ao Pará, Muñoz revelou o desejo de imergir na cultura local. Ele pretende acompanhar de perto as três noites de espetáculo no Bumbódromo para viver a rivalidade centenária antes de decidir se balança o coração pelo Boi Caprichoso (azul) ou pelo Boi Garantido (vermelho).

Para viabilizar sua permanência de forma segura e digna, a Prefeitura de Parintins montou uma estrutura de recepção e disponibilizou hospedagem oficial para o atleta e sua equipe de apoio técnico. Após o encerramento das festividades e da apuração do festival, o “homem-peixe” retornará ao leito do Rio Amazonas para cumprir os últimos quilômetros da travessia em direção à foz, em Belém.

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