MANAUS – Yuri e Yago passaram a receber críticas intensas após expor meninos menores de idade em vídeos publicados nas redes sociais Instagram e TikTok. As imagens mostram crianças realizando danças sem camisa e participando de conteúdos considerados inadequados, situação que gerou discussão entre usuários. Os comentários acumulados nesses vídeos evidenciam a desaprovação e o incômodo de seguidores, além de questionar a responsabilidade dos influenciadores na produção e publicação das gravações.
O episódio ganhou repercussão dias depois do caso envolvendo o youtuber Felca, quando o debate sobre a exposição de menores nas redes recebeu mais atenção no Brasil. Os vídeos trazem meninos, frequentemente identificados por nomes, desempenhando coreografias ou participando de esquetes com simplicidade, mas sem preocupação com vestimenta ou eventuais contextos de vulnerabilidade das crianças. Os conteúdos circulam para mais de 1 milhão de seguidores, conforme dados dos próprios perfis de Yuri e Yago no TikTok e no Instagram.
A legislação vigente, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), prevê limites para a exibição de crianças em conteúdos publicitários e artísticos, exigindo autorização judicial quando se caracteriza atuação profissional, habitualidade ou tentativa de monetização. As plataformas destacam a importância de seguir as regras nacionais, ainda que a fiscalização seja alvo de questionamento por especialistas e defensores dos direitos das crianças.
As críticas a Yuri e Yago abordam, principalmente, o uso de imagens associadas à dança e à exposição corporal dos meninos. Muitas mensagens identificam traços de conteúdo sexualizado ou inadequado para o ambiente digital, além de questionar se ocorre trabalho artístico infantil à margem do que determina a Justiça. O Ministério Público do Trabalho, em ações semelhantes, já obteve decisões judiciais obrigando plataformas, como o TikTok, a exigir alvará judicial em vídeos com crianças, para evitar práticas de exploração em nome de monetização ou publicidade disfarçada.
O caso chama atenção para a necessidade de acompanhamento constante do conteúdo voltado a crianças nas redes sociais. O debate sobre limites, proteção dos direitos do menor e responsabilidade dos criadores reforça a importância de envolver órgãos de fiscalização, plataformas digitais e familiares das crianças em toda exposição online.
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