MANAUS – Uma corretora de imóveis e musa da escola de samba Mocidade Independente de Aparecida, identificada como Márcia Santos, denunciou que sofreu agressões após solicitar uma corrida por aplicativo em Manaus. O caso aconteceu no dia 14 de dezembro deste ano, depois que ela saiu de uma casa de festas e pediu uma corrida de moto por app para voltar para casa. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a vítima com o rosto inchado e ferimentos nos lábios, que seriam resultado das agressões relatadas.
Conforme o relato de Márcia, o motociclista desviou da rota indicada pelo aplicativo e levou a passageira até uma área mais isolada, nas proximidades de um parque, onde outro homem, em outra motocicleta, esperava para participar da abordagem. A vítima contou que teve o celular tomado, foi obrigada a informar a senha do aparelho e passou a sofrer agressões físicas, com golpes na região do rosto, além de ameaças de morte, durante uma tentativa de roubo.
A corretora afirmou que conseguiu escapar após perceber a aproximação de outra pessoa e pedir ajuda, momento em que os suspeitos fugiram, deixando o celular no local. Em seguida, ela solicitou outra corrida por aplicativo e se dirigiu até a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), onde registrou boletim de ocorrência ainda na manhã do mesmo dia. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Amazonas, que busca identificar com precisão os responsáveis pela agressão, apurar se houve uso irregular de contas em plataformas de transporte e verificar a atuação de possíveis comparsas.
A escola de samba Mocidade Independente de Aparecida divulgou nota em que manifesta solidariedade à musa e repudia o episódio de violência. A agremiação afirmou que não aceita qualquer tipo de agressão física, moral ou psicológica e que espera a completa apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.





