O ator Cauã Reymond abriu o coração sobre um dos momentos mais delicados de sua trajetória pessoal durante participação no Charla Podcast. Mesmo vivendo o auge do reconhecimento profissional e estabilidade após interpretar o personagem Jorginho na novela Avenida Brasil (2012), o artista revelou ter enfrentado um quadro depressivo e uma sensação profunda de vazio.
Cauã explicou que, na época, vivia um momento em que aparentemente “tudo estava certo”, coincidindo com o nascimento da filha e o casamento, o que tornou o processo de compreensão da doença ainda mais complexo.
Relato no Charla Podcast
├── 📺 Contexto ────────> Sucesso da novela 'Avenida Brasil' (2012)
├── 🧠 Diagnóstico ─────> Quadro depressivo enfrentado no auge da carreira
├── 🩺 Recuperação ─────> Acompanhamento terapêutico para aceitação das conquistas
└── 📖 Histórico ───────> Relembrança de tragédias e perdas familiares na infância
O Papel da Terapia e Reflexão sobre a Fama
Durante a conversa, o ator destacou como o acompanhamento psicológico foi determinante para processar a situação e desenvolver gratidão e maturidade diante das conquistas alcançadas:
“Após Avenida Brasil eu acho que vivi uma pequena depressão. Eu não me sentia preenchido. Foi muito importante sentar em um consultório e falar: ‘Cara, tudo o que eu queria, eu conquistei’. Na maioria das vezes, é no auge que a pessoa está com dificuldade, não na caminhada. A maturidade e o apoio te ajudam a aceitar suas conquistas.” — Cauã Reymond, em depoimento ao Charla Podcast.
Revelações sobre a Infância e Tragédias Familiares
Além de abordar a saúde mental, Cauã emocionou o público ao relatar a difícil história de sua família durante a infância. O ator pontuou que revisitar esse passado fez parte de seu processo de autoconhecimento nos últimos anos:
“Minha mãe era empregada, HIV positivo, adotada. Minha avó foi mãe solteira. Minha tia foi adotada também, esquizofrênica, assassinada no hospício. Uma história extremamente trágica. Saí dessa através da terapia, conversando, errando. Eu caio e levanto, quero aprender com meu erro.”






