A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo Partido Liberal (PL) em Minas Gerais, Renata Vieira, voltou a se pronunciar sobre a confusão com um entregador de móveis em seu condomínio, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em uma nova série de vídeos publicados em suas redes sociais nesta quarta-feira (22 de julho), a religiosa classificou a briga como uma “astuta cilada de Satanás” e sustentou a tese de que foi vítima de uma armação premeditada por vizinhos e opositores políticos.
O episódio ganhou repercussão nacional após imagens viralizarem na internet, mostrando a pastora correndo em direção ao trabalhador, desferindo tapas, arremessando uma pedra e entrando em luta corporal no pátio do condomínio.
Novas Alegações e Acusação de “Falso Entregador”
Nas novas postagens, Renata afirmou estar reunindo provas para formalizar representações no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra ameaças e crimes cibernéticos dos quais alega estar sendo vítima junto com sua família. Além disso, a pré-candidata elevou o tom das acusações e declarou que o homem envolvido no confronto não seria um entregador de móveis convencional.
“Não era um trabalhadorzinho normal, entregador de móveis, era um policial federal que, literalmente, foi trocado com o verdadeiro entregador”, afirmou a pastora nos vídeos.
As Versões em Conflito sobre o Episódio
├── 🗣️ Versão da Pastora ──> Ataca alegando provocação política, agressão prévia e armação orquestrada
├── 📦 Versão do Entregador ─> Desentendimento começou por recusa de aguardar auxílio para descarregar sofá
└── ⚖️ Polícia Civil ───────> Instauração de inquérito e análise de câmeras de segurança do prédio
Reação Impulsiva e Histórico de Trauma
Desde a divulgação dos primeiros registros, Renata admite ter errado ao reagir de forma violenta, mas justifica ter agido em legítima defesa após, segundo ela, ser agredida com socos e chutes fora do alcance das câmeras de segurança.
A pré-candidata argumenta ainda que sofre de transtorno de estresse pós-traumático devido a episódios anteriores de violência doméstica e que a situação de estresse desencadeou um gatilho emocional involuntário.
O Outro Lado e as Investigações
Pessoas ligadas ao entregador contestam integralmente a narrativa de motivação política ou de armação. Conforme essa versão, a discussão teve início estritamente por razões logísticas: o funcionário informou que o sofá de cinco lugares era pesado demais para ser descarregado por uma pessoa só e solicitou que a cliente aguardasse a chegada de um colega de trabalho. A recusa da pastora em esperar teria dado início aos insultos verbais.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que já ouviu as declarações de ambas as partes e instaurou um procedimento investigatório. As autoridades trabalham na coleta de imagens de câmeras do circuito interno do condomínio para esclarecer quem deu início às agressões físicas e apurar a veracidade das acusações.






