Gavião Peixoto lidera ranking nacional de qualidade de vida e Curitiba se destaca entre as capitais

O país registrou seus melhores desempenhos médios nos quesitos de "Moradia" (87,95) e "Acesso à Informação e Comunicação" (79,81).

 

O município de Gavião Peixoto, localizado no interior de São Paulo, conquistou o primeiro lugar geral no Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado nesta quarta-feira (20). O relatório avaliou o desempenho social e ambiental de todos os 5.570 municípios do país, estabelecendo uma média nacional de 63,40 pontos em uma escala que vai de 0 a 100. Entre as capitais brasileiras, Curitiba (PR) despontou no topo da lista.

A nota máxima de Gavião Peixoto atingiu 73,10 pontos. Na outra extremidade do levantamento nacional, o município de Uiramutã, em Roraima, registrou o menor desempenho do país, fechando o indicador com 42,44 pontos.

O estado de São Paulo concentra a maior parte das posições do topo da lista geral do IPS Brasil 2026

O panorama das capitais brasileiras

No recorte que avalia apenas as sedes administrativas dos estados, a Região Centro-Oeste conseguiu emplacar três nomes entre os dez primeiros colocados:

1 Curitiba (PR) – 71,29

2 Brasília (DF) – 70,73

3 São Paulo (SP) – 70,64

4 Campo Grande (MS) – 69,77

5 Belo Horizonte (MG) – 69,66

6 Goiânia (GO) – 69,47

7 Palmas (TO) – 68,91

8 Florianópolis (SC) – 68,73

9 João Pessoa (PB) – 67,73

10 Cuiabá (MT) – 67,22

Metodologia baseada em resultados práticos

O IPS Brasil adota uma metodologia que descarta variáveis puramente econômicas (como arrecadação ou PIB) para focar em resultados finalísticos percebidos pela população. O cálculo unifica 57 indicadores de fontes oficiais (DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas) distribuídos em três pilares: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.

 Pontos fortes do Brasil: O país registrou seus melhores desempenhos médios nos quesitos de “Moradia” (87,95) e “Acesso à Informação e Comunicação” (79,81).

 Pontos críticos do Brasil: Os gargalos mais severos foram identificados nas áreas de “Direitos Individuais” (39,14) e “Acesso à Educação Superior” (45,97).

Desigualdade regional e o fator de gestão pública

O estudo de 2026 expõe uma forte divisão geográfica no desenvolvimento social. Enquanto as regiões Sul e Sudeste concentram os melhores índices estruturais, os estados que compõem a Amazônia Legal registraram pontuações abaixo da média nacional em quase todos os critérios. Na região amazônica, a performance foi impactada negativamente pelos índices de desmatamento acumulado e pelas emissões de gases de efeito estufa.

Os analistas do IPS Brasil reforçam que o tamanho da economia local não garante bem-estar social por si só. Cidades com PIBs per capita idênticos apresentaram realidades humanas totalmente divergentes, o que comprova que a qualidade da gestão pública e a eficiência na aplicação dos orçamentos sociais são os fatores determinantes para o progresso de um município.

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