O empresário Henrique Vorcaro, fundador do Grupo Multipar e pai do banqueiro Daniel Vorcaro, precisou de atendimento médico e monitoramento interno após sofrer um surto psicomotor nas dependências do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, localizado em Contagem (MG). Sob custódia preventiva desde o dia 14 de maio no maior estabelecimento prisional do estado, o investigado apresenta um quadro clínico de depressão profunda e severas restrições de adaptação à rotina carcerária.
A piora no estado emocional do empresário coincide com o aumento do isolamento jurídico do núcleo familiar. Vorcaro foi detido na Região Metropolitana de Belo Horizonte durante os desdobramentos da Operação Compliance Zero, que apura um amplo esquema de fraudes financeiras.
O papel de Henrique Vorcaro na estrutura investigada
Diferente do que sustentava a linha inicial da defesa, as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que a participação do empresário extrapolava os laços de parentesco com o controle do Banco Master. Nos autos chancelados pelo ministro relator, André Mendonça, Henrique é descrito como peça ativa da engrenagem:
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Articulação de Ativos: O relatório de inteligência da Polícia Federal aponta o empresário como um dos mentores financeiros do grupo informal denominado “A Turma”.
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Ações de Coerção: A acusação sustenta que o grupo utilizava recursos e estruturas paralelas para monitorar, constranger e exercer atos de intimidação contra indivíduos que contrariassem os interesses comerciais e jurídicos de seu filho.
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Benefício Direto: Despachos judiciais indicam que Henrique usufruía dos serviços ilícitos e operava ativamente na manutenção do fluxo de capital que dava sustentação às atividades sob investigação.
O impasse na delação e o endurecimento das condições de custódia
Interlocutores indicam que o estopim para a crise nervosa de Henrique Vorcaro foi a rejeição, por parte da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), da proposta inicial de delação premiada submetida pelos advogados de Daniel Vorcaro. O banqueiro tentava incluir cláusulas de imunidade e salvaguarda total para os seus parentes diretos, exigência negada pelas autoridades diante da insuficiência de provas apresentadas no primeiro anexo.
Status Atual das Negociações e Custódia
├── Proposta Inicial: Rejeitada por falta de materialidade e excesso de exigências familiares.
├── Prazo Adicional: PF concede nova janela para inclusão de dados sobre rombos bilionários.
└── Regime de Prisão: Daniel perde direito a sala especial e é transferido para cela comum no DF.
A pressão sobre a banca de defesa aumentou após a corporação conceder um prazo suplementar estrito para que o banqueiro apresente relatórios detalhados e cooperação efetiva sobre as movimentações financeiras ilícitas. Os investigadores demonstram convicção de que o verdadeiro mapa das fraudes bilionárias está armazenado nos dispositivos móveis apreendidos com o ex-operador Phillipi Mourão (apelidado de “Sicário”) e com o cunhado de Daniel, Fabiano Zettel.
Enquanto as equipes técnicas realizam a extração integral dos dados dos celulares, o núcleo familiar sofre sanções disciplinares. Em Brasília, Daniel Vorcaro perdeu as regalias de custódia que detinha na Superintendência da PF e foi realocado em uma cela convencional, paralelamente ao agravamento das condições de saúde e confinamento de seu pai na Nelson Hungria, unidade que historicamente opera acima de sua capacidade de engenharia prisional.






