MANAUS, AM – A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) aprovou, durante a reunião do seu Supremo Concílio realizada em Manaus, uma recomendação oficial orientando que membros, diáconos, presbíteros e pastores não participem nem promovam o movimento “Legendários” ou grupos similares. A decisão fundamenta-se na avaliação de que as práticas do movimento não se alinham à tradição histórica e doutrinária da denominação.
A consulta que originou a deliberação partiu de integrantes da igreja no estado do Tocantins. Segundo a comissão teológica da IPB, rituais como testes de resistência física e mental, além de períodos de isolamento em montanhas, reduzem a centralidade das Escrituras Sagradas e da convivência comunitária.
A liderança da denominação também fez ressalvas ao uso de uniformes, técnicas de marketing e discursos de cunho motivacional, classificando essas abordagens como elementos que podem caracterizar a mercantilização da fé e a transformação da vivência religiosa em experiência de consumo.
Origem do Movimento e Manifestação Oficial
Criado na Guatemala em 2015 e introduzido no Brasil em 2017, o movimento “Legendários” é voltado ao público masculino e tem como proposta declarada a “restauração do potencial masculino”.
Em nota oficial, a coordenação do movimento declarou receber a publicação com serenidade, ressaltando que a deliberação do Supremo Concílio tem caráter de recomendação, cabendo a cada comunidade local avaliar a participação de seus membros.
“A deliberação aprovada consiste em uma recomendação para que cada igreja local avalie, de forma autônoma, a orientação a seus membros quanto à participação no Legendários. O movimento segue comprometido com seu propósito de fortalecer famílias, desenvolver lideranças e promover ações que gerem impacto positivo.” — Nota oficial divulgada pelo movimento Legendários.






