Império de postos e luxo: Operação da PF mira família de Rogério de Andrade e policiais por lavagem de dinheiro

A investigação desnudou uma estrutura criminosa que utilizava postos de gasolina e lojas de conveniência para lavar dinheiro e sonegar impostos por meio de "laranjas".
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O bicheiro Rogério de Andrade voltou a ser o epicentro de uma grande ofensiva policial no Rio de Janeiro. Na manhã desta quarta-feira (6), a Polícia Federal deflagrou a “Operação Centelha”, que mira o coração financeiro da família do contraventor e a rede de proteção que contava com a participação de três policiais civis e um policial militar. A investigação desnudou uma estrutura criminosa que utilizava postos de gasolina e lojas de conveniência para lavar dinheiro e sonegar impostos por meio de “laranjas”.

A Justiça não poupou o patrimônio do grupo, determinando o sequestro de bens que revelam o alto padrão de vida sustentado pelo esquema. Entre os itens apreendidos estão imóveis, veículos de luxo, cotas empresariais e pelo menos 16 embarcações, espalhados por áreas nobres da capital fluminense e em Mangaratiba. Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços que vão da Barra da Tijuca ao Recreio dos Bandeirantes, atingindo também bairros da Zona Oeste e o Centro.

Segundo a Polícia Federal, o grupo operava como um “grupo econômico secreto”, com divisão de tarefas e estabilidade voltada para o crime tributário e a falsidade ideológica. O foco dos investigadores agora é mapear como essa rede de postos servia de fachada para legalizar recursos provenientes da contravenção. Os alvos da operação podem responder por lavagem de dinheiro e organização criminosa, enquanto a defesa de Rogério de Andrade ainda não se manifestou publicamente sobre as novas acusações.

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