BRASIL – A Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional aprovou o relatório final do Orçamento de 2026, que prevê R$ 6,5 trilhões em despesas e agora segue para análise em sessão conjunta de deputados e senadores. Do total, R$ 1,8 trilhão é destinado ao refinanciamento da dívida pública, enquanto o limite de gastos para ministérios e demais Poderes fica em cerca de R$ 2,4 trilhões, após ajustes que retiraram precatórios do teto e abriram margem fiscal de R$ 13,8 bilhões. A meta fiscal para o próximo ano é de superávit primário de aproximadamente R$ 34,3 bilhões, considerada cumprida se o resultado ficar entre déficit zero e pequeno superávit.
O relator, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), usou a folga de receita para reforçar emendas de comissões e atender parte das 7.180 emendas apresentadas por parlamentares. Cerca de R$ 50 bilhões em emendas foram contemplados diretamente no texto, valor próximo ao de 2025, e outros R$ 11,1 bilhões foram incorporados na programação dos ministérios, sob gestão do Executivo. A proposta ainda inclui previsão de salário mínimo em torno de R$ 1.621 e fundo eleitoral de aproximadamente R$ 5 bilhões para as eleições municipais de 2026.





