Passageira cospe em motorista de ônibus e caso vai parar na polícia em Juiz de Fora

Discussão por suposto atraso no pagamento da passagem motivou a agressão; condutor de 60 anos levou o coletivo direto para o batalhão da PM
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Uma discussão no embarque de um ônibus urbano terminou em caso de polícia na tarde desta quarta-feira (27), na Avenida JK, localizada no Bairro Santa Lúcia, em Juiz de Fora (MG). Uma passageira de 27 anos cuspiu no motorista do coletivo, de 60 anos, após interpretar que estava sendo ignorada pelo profissional no momento de pagar a sua passagem. O caso foi registrado pela Polícia Militar como injúria.

O incidente ocorreu na linha 733 (Santa Cruz/São Damião) enquanto o veículo fazia o itinerário no sentido bairro/centro. Segundo o depoimento do condutor, três passageiros entraram no ônibus em um ponto próximo à garagem da empresa. Após o primeiro cliente realizar o pagamento em dinheiro e passar pela roleta, o motorista checou o retrovisor para reiniciar a marcha do veículo.

A segunda passageira considerou que o motorista estava ignorando a sua presença para receber o valor. Por conta disso, ela arremessou as cédulas sobre o compartimento do motor (baú), caminhou em direção à roleta, mas decidiu retornar e cuspir contra o trabalhador.

Condução ao batalhão e depoimentos

Imediatamente após sofrer a agressão, o motorista alterou a rota do ônibus e dirigiu o coletivo com os passageiros diretamente para a sede do 27º Batalhão da Polícia Militar, situado no próprio bairro Santa Lúcia, para formalizar a denúncia

De acordo com as informações do boletim de ocorrência, testemunhas que estavam presentes no transporte público confirmaram integralmente a versão apresentada pelo condutor. Ao ser questionada pelos policiais, a passageira admitiu ter cuspido no funcionário, justificando que ficou extremamente nervosa ao perceber que o motorista havia arrancado com o coletivo antes de recolher o seu dinheiro. O motorista passou por acolhimento da supervisão da empresa e passa bem.

Concessionária repudia violência no transporte

Em nota oficial divulgada logo após o registro da ocorrência, o Consórcio Via JF, responsável pela operação do transporte coletivo no município, manifestou total repúdio ao episódio. A concessionária destacou que os motoristas desempenham uma atividade essencial para a mobilidade urbana e cobrou que as relações dentro dos veículos sejam pautadas pela civilidade.

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