COP30 – Após confronto entre manifestantes e seguranças que resultou em invasão parcial da área restrita da COP30, a organização e autoridades locais reforçaram o esquema de segurança no Parque da Cidade, em Belém. Lideranças indígenas relataram que, na sequência, grupos foram barrados e ficaram do lado de fora da chamada zona verde, a área destinada ao público e a ações paralelas.
A confusão aconteceu em 11 de novembro, quando dezenas de manifestantes, incluindo indígenas, tentaram forçar a entrada na zona azul, espaço reservado a delegações e credenciados. Vídeos que circulam em redes sociais mostram empurra-empurra com seguranças e uso de barricadas improvisadas. Agentes trocaram empurrões com manifestantes e houve relatos de ferimentos leves entre seguranças. As organizadoras do evento afirmaram ter restabelecido a segurança e prosseguido as negociações internas.
Representantes indígenas disseram que a tentativa de invasão foi reação à sensação de exclusão das negociações centrais da COP30 e a objeção a políticas que permitiriam exploração de terras indígenas por empresas de petróleo, mineração e agronegócio. Organizações e observadores internacionais interpretaram a ação como expressão de frustração de povos tradicionais que exigem maior participação nas decisões que afetam suas terras e modos de vida.
Autoridades federais e municipais informaram que houve reforço com polícia federal e outros órgãos para manter a ordem e proteger as áreas de negociação. O episódio gerou pedidos de apuração por parte do Ministério Público e levantou críticas sobre protocolos de acesso e inclusão de representantes de povos indígenas nas mesas de diálogo. A situação provocou filas e restrições temporárias à circulação em pontos próximos ao parque, e a organização afirmou que revisará procedimentos para credenciamento e acolhimento de manifestações pacíficas.





