A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) revelou novos detalhes sobre a chacina que resultou na morte de três pessoas em um rancho na zona rural de Goiatuba, no Sul de Goiás. De acordo com as investigações, o suspeito do crime, Leonardo José de Araújo, de 43 anos, realizou uma transferência bancária via Pix no valor de aproximadamente R$ 8 mil para a ex-mulher logo após os assassinatos, informando que a quantia deveria ser utilizada para custear seu próprio sepultamento.
O crime ocorreu na noite de segunda-feira (28 de julho). Após atirar contra as vítimas e contra o próprio peito, o homem foi socorrido e transferido para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde segue internado sob custódia em estado grave.
Ficha do Inquérito Policial
├── 📍 Local ───────────> Rancho na zona rural de Goiatuba (GO)
├── 👥 Suspeito ────────> Leonardo José de Araújo (43 anos)
├── 🕊️ Vítimas ──────────> Jainy Chaves (29), Nathan Campos (35) e Beatriz Soares Souza (27)
└── ⚖️ Enquadramento ───> Feminicídio e Homicídio Duplamente Qualificado
Motivação e Dinâmica do Crime
Segundo o delegado-geral da PCGO, André Ganga, a principal linha de investigação aponta para motivação passional decorrente de ciúmes. Leonardo mantinha um relacionamento há cerca de dois anos com Jainy Chaves (29). O suspeito teria ido armado até o rancho por acreditar que a amiga do casal, Beatriz Soares Souza (27), havia apresentado Jainy a Nathan Campos (35).
As vítimas foram surpreendidas sem chance de defesa:
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Nathan Campos (35): foi atingido na nuca e nas costas enquanto estava sentado.
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Beatriz Soares Souza (27): foi perseguida e baleada no peito no local, morrendo instantaneamente.
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Jainy Chaves (29): foi baleada e colocada por Leonardo dentro de um veículo. Durante o trajeto pela zona rural, o suspeito efetuou novos disparos contra a namorada, que não resistiu aos ferimentos.
Mensagem e Tentativa de Suicídio
Logo após balear as vítimas, Leonardo enviou a transferência bancária e uma mensagem de despedida à ex-companheira, indicando premeditação em relação à própria morte. Na sequência, utilizou o revólver calibre .22 — para o qual não possuía porte legal — para atirar contra o próprio peito.
A polícia segue ouvindo familiares e testemunhas para concluir o inquérito. O suspeito não possuía antecedentes criminais registrados antes do episódio.






