Tragédia em Belo Horizonte: Avião cai sobre prédio e deixa três mortos após decolagem na Pampulha

Pouco antes da queda, o piloto reportou à torre de controle que enfrentava dificuldades técnicas durante a subida
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Um avião de pequeno porte caiu no bairro Silveira, em Belo Horizonte, na última segunda-feira (4/5), colidindo contra um edifício residencial de três andares. O monomotor havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16, após chegar da região do Vale do Jequitinhonha. Pouco antes da queda, o piloto reportou à torre de controle que enfrentava dificuldades técnicas durante a subida.

O impacto ocorreu entre o terceiro e o quarto pavimento do prédio, fazendo com que a aeronave caísse na área do estacionamento. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h21 e agiu rapidamente para retirar os moradores do edifício e neutralizar o risco de explosão devido ao combustível derramado. Segundo a Defesa Civil, apesar do susto e do comprometimento parcial do hall, não houve danos estruturais na edificação nem vítimas entre os moradores.

Vítimas e o impacto na comunidade aeronáutica

O acidente resultou na morte de três das cinco pessoas que estavam a bordo da aeronave. O piloto, de 34 anos, e o passageiro que ocupava o banco do copiloto, de 36 anos, faleceram no local. Outros três passageiros foram resgatados com vida, mas um deles não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada no hospital.

As investigações sobre as causas do acidente serão conduzidas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e pela Polícia Civil.

Em meio à dor da perda, um relato emocionante surgiu nas redes sociais. O piloto Iago Pereira Silva Oliveira revelou que esteve acompanhado de Fernando Souto, uma das vítimas da tragédia, apenas 15 minutos antes da decolagem fatal. Os dois amigos se encontraram no heliponto do Aeroporto da Pampulha, onde conversaram de forma descontraída até o momento em que Fernando partiu para o avião.

Iago compartilhou registros de mensagens trocadas com o amigo e descreveu o choque de ver uma rotina comum de trabalho ser interrompida por uma fatalidade tão brusca. O depoimento reforça o clima de luto que tomou conta dos profissionais que atuam no terminal mineiro.

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