ECONOMIA – O Brasil foi oficialmente retirado do mapa da fome da FAO em 2025, após quatro anos na listagem. Segundo o informe divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a taxa de desnutrição caiu para menos de 2,5% da população, representação considerada de baixo risco. A América Latina apresenta taxa de 5,1% e o índice mundial está em 8,2%.
A conquista foi atribuída a uma combinação de políticas públicas, como a ampliação de programas sociais, transferências de renda e iniciativas de alimentação escolar. Essas ações, de acordo com a FAO, contribuíram decisivamente para reduzir a pobreza e distribuir renda entre a população mais vulnerável do país.
Apesar do avanço, o país ainda enfrenta desafios relativos à insegurança alimentar. Cerca de 3,4% dos brasileiros — aproximadamente 7 milhões de pessoas — passam por insegurança alimentar severa, situação em que a família não tem garantia de três refeições diárias. Além disso, 13,5% da população, o equivalente a 28,5 milhões de pessoas, sofrem com insegurança alimentar moderada. O custo de uma refeição saudável no Brasil vem crescendo de forma contínua desde 2019, o que eleva o grau de dificuldade no acesso aos alimentos adequados.
Outro dado relevante é a tendência de queda na quantidade de brasileiros incapazes de ter renda suficiente para alimentação de qualidade. Em 2024, 23,7% da população ainda não consegue garantir uma dieta considerada saudável, índice inferior ao visto em 2021, quando o percentual chegou a 29,5%. Ainda assim, o problema atinge 50,2 milhões de brasileiros, evidenciando que a insegurança alimentar está longe de ser erradicada.
A FAO também chama atenção para a alta constante nos índices de obesidade, que não devem ser interpretados como sinal de fartura alimentar, mas sim de padrões alimentares inadequados e acesso predominante a alimentos ultraprocessados, que são mais baratos do que itens naturais ou minimamente processados. O relatório aponta que produtos ultraprocessados custavam, em média, 47% menos do que itens in natura em 2021.
Atualmente, a obesidade atinge cerca de 28,1% da população brasileira, ultrapassando 45 milhões de pessoas, enquanto em 2012 esse índice era de 19,1%.
O levantamento da FAO também registra que, embora o cenário mundial apresente redução das taxas de fome pela primeira vez desde o final da pandemia, a meta global de eliminar a fome até 2030 não será alcançada, com previsões indicando que cerca de 512 milhões de pessoas ainda irão dormir sem acesso suficiente a alimentos até lá. No Brasil, os avanços no combate à fome são destacados, mas a inflação dos preços dos alimentos e os desafios distributivos seguem como barreiras para garantir o direito universal à alimentação adequada.
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