A realização da partida de ida da semifinal da Copa Sul-Americana entre o Vasco da Gama e o Boca Juniors, marcada para o próximo dia 20 de outubro, sofreu uma nova reviravolta nos tribunais. A 1ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargadora Suely Lopes Magalhães, concedeu uma liminar favorável ao Consórcio Fla-Flu Serviços, suspendendo os efeitos da decisão anterior que havia obrigado a administração do estádio a disponibilizar o Maracanã para o clube cruzmaltino.
A magistrada fundamentou a decisão apontando que o consórcio gestor não teve oportunidade prévia de manifestação na decisão anterior. Além disso, a desembargadora destacou um fator crítico de segurança pública para a mesma noite: a ocorrência de um confronto entre Flamengo e Botafogo pela Liga Nacional de Basquete no ginásio do Maracanãzinho, situado no mesmo complexo esportivo, o que geraria um risco iminente de conflito entre torcidas rivais em uma única praça.
Impacto Logístico e Defesa do Vasco
Com a suspensão da liminar, o Estádio Nilton Santos (Engenhenho) retorna à condição de palco oficial indicado para o confronto, visto que a Polícia Militar atestou a sua plena viabilidade técnica para receber partidas internacionais de grande porte, como já ocorreu em temporadas recentes.
Por outro lado, a diretoria do Vasco da Gama agiu com rapidez e apresentou um recurso urgente à presidência do TJRJ para tentar reverter o cenário. O clube argumenta que a mudança de última hora gera um impacto operacional severo, visto que mais de 46 mil ingressos já foram comercializados. Segundo a defesa vascaína, a alteração de local exigiria a reestruturação completa de bilhetes, setores, acessos, políticas de reembolso e a remobilização de um plano de segurança complexo voltado a absorver o deslocamento de dezenas de ônibus de torcedores visitantes.






