Luiz Macedo, médico do Flamengo, afirmou nesta sexta-feira (1º) que ainda não é possível cravar se Giorgian De Arrascaeta ficará fora da Copa do Mundo. O camisa 10 do Rubro-Negro sofreu uma lesão na clavícula na última quarta-feira (29), durante o empate em 1 a 1 com o Estudiantes, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores.
Segundo Macedo, o uruguaio já passou por cirurgia e está em casa, em processo inicial de recuperação. O médico disse que a estimativa geral para retorno de atletas com esse tipo de fratura costuma variar entre oito e 12 semanas, mas destacou que cada caso responde de forma diferente.
“Existem etapas que ele precisa cumprir. Não tem como garantir que a recuperação vai durar tantas semanas. É difícil comparar atletas porque há vários tipos de fraturas. Se a gente tiver a mesma lesão, eu posso voltar em duas semanas e você, em quatro. A individualidade biológica muda”, afirmou.
Macedo também evitou comparar o caso de Arrascaeta com o de Montoro, do Botafogo, que sofreu a mesma lesão. Para o médico, o atleta de alto rendimento pode evoluir mais rápido em alguns cenários, desde que cumpra as etapas médicas necessárias.
“O Arrasca fez a cirurgia ontem, está em casa já, e a gente sempre se baseia na literatura. Mas são atletas de alto rendimento, seres privilegiados. Tem aquela média de retorno, mas podem voltar antes. Óbvio que a Copa é interesse dele, que quer voltar o mais rápido possível”, disse.
O médico explicou ainda que a cirurgia é indicada porque devolve estabilidade à articulação e permite iniciar a reabilitação mais cedo. Mesmo assim, o retorno ao jogo depende de métricas esportivas e médicas, não apenas da cicatrização óssea.
“No atleta de alto rendimento, a cirurgia é indicada porque devolve a ele a estabilidade da articulação. Sem dor, ele consegue trabalhar com mais precocidade os movimentos, e conseguimos ganhar um tempo nesse processo. Quando a gente fala em retorno, é retorno ao jogo, são métricas para voltar a campo. Os estudos são heterogêneos, pega gama de atletas de condições diferentes. O prazo médio é de oito a 12 semanas, mas tem atletas que voltam com seis, outros com 14. De seis a 12 a gente engloba todos esses estudos”, completou.
A tendência inicial ainda é de recuperação em até três meses, o que mantém a presença de Arrascaeta na Copa como dúvida. Ao mesmo tempo, o Flamengo evita qualquer previsão definitiva e trabalha com a possibilidade de evolução acima da média, desde que o atleta responda bem à reabilitação.






