Veja o momento da luta que deixou Prichard Colón em estado vegetativo

Pugilista porto-riquenho teve a carreira e a vida interrompidas após sofrer lesões cerebrais irreversíveis provocadas por golpes ilegais em combate realizado em 2015.
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O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón faleceu aos 33 anos. A confirmação da morte foi feita por seu pai, Richard Colón, através de publicação em redes sociais. O atleta vivia em estado vegetativo persistente há quase 11 anos, sob cuidados intensivos da família em Orlando, Flórida, devido às sequelas de um hematoma subdural sofrido no ringue.

Considerado uma das maiores promessas do boxe na categoria meio-médio-ligeiro, Colón ostentava um cartel invicto de 16 vitórias (13 por nocaute) até o trágico combate realizado em 17 de outubro de 2015, contra o norte-americano Terrel Williams, na EagleBank Arena, em Fairfax, Virgínia.

A luta e as irregularidades

O combate entre Colón e Williams ficou marcado por condutas polêmicas e falhas de arbitragem. Ao longo dos assaltos, Williams atingiu o porto-riquenho reiteradamente com “golpes de coelho” (rabbit punches — socos ilegais proferidos na região da nuca).

Apesar das constantes queixas de Prichard sobre as dores intensas na cabeça e da ilegalidade das investidas, o árbitro Joe Cooper não aplicou sanções imediatas ao oponente. No nono assalto, Colón sofreu dois 💥 knockdowns e, após uma confusão em seu enquadramento no vestiário — no qual sua equipe retirou suas luvas acreditando que o combate havia terminado —, acabou desqualificado antes do décimo assalto.

Consequências e desdobramentos

Logo após o encerramento do combate, o quadro de Colón agravou-se rapidamente:

  • Primeiros sintomas: Ainda no vestiário, o pugilista apresentou tonturas intensas, náuseas e vômitos, perdendo a consciência em seguida.

  • Atendimento médico de emergência: Levado às pressas para o hospital, foi diagnosticado com um grave hematoma subdural (sangramento entre o cérebro e o crânio) e submetido a uma neurocirurgia de urgência para estancar a hemorragia.

  • Coma e estado vegetativo: Colón permaneceu 221 dias em coma. Após acordar, manteve-se incapaz de andar ou falar sem auxílio de equipamentos digitais, exigindo assistência médica e familiar diária e contínua.

O caso levou a discussões profundas sobre a segurança e a arbitragem no boxe internacional, culminando no fortalecimento de protocolos de prevenção e sanção a golpes na nuca em diversas organizações esportivas.

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