BASTIDORES DE BRASÍLIA — O clima político na capital federal voltou a se tensionar na manhã desta quarta-feira (8). O pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL-SC) manifestou-se de forma veemente nas redes sociais após a Polícia Federal (PF) deflagrar uma nova operação de busca e apreensão na residência onde seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cumpre pena em regime de prisão domiciliar, em Brasília.
Através de uma publicação na plataforma X (antigo Twitter), o ex-vereador do Rio de Janeiro classificou a investida policial como parte de um processo de perseguição política e fez um apelo público direcionado às autoridades do Judiciário:
“Meu Deus do céu, meu Deus do céu…. Por favor, pare de torturar meu pai. Ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura”, desabafou Carlos Bolsonaro, que aproveitou a postagem para traçar um paralelo com os desdobramentos de escândalos financeiros recentes que citam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).
Varredura rápida e justificativa da defesa
O mandado judicial que autorizou a entrada dos agentes federais no imóvel foi assinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. De acordo com o advogado de defesa do ex-mandatário, João Henrique Freitas, o objetivo estrito da ordem era localizar e reter armas, munições, acessórios e documentos de registros de armamentos em nome de Jair Bolsonaro.
A diligência no condomínio Solar de Brasília foi considerada célere pelas equipes de segurança:
Linha do Tempo: A Operação na Residência de Bolsonaro
├── 🕒 10:00 (Aprox.) ──> Agentes da PF ingressam no imóvel com ordem de busca e apreensão
├── ⏳ Duração ─────────> Varredura dura cerca de 1 hora em dependências da casa
└── 🚫 Resultado ───────> Defesa afirma que nada foi localizado ou apreendido no local
O estopim da ordem: Arma apreendida com segurança
A decisão de Alexandre de Moraes de determinar o recolhimento integral das armas registradas no Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro baseou-se em um incidente ocorrido na madrugada do último dia 15 de junho. Na ocasião, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma de fogo de posse de um agente de segurança privada do ex-presidente durante uma abordagem de rotina na rua.
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Depoimento do ex-presidente: Em esclarecimentos prestados à Polícia Federal no âmbito do inquérito, Jair Bolsonaro confirmou que a arma em questão pertencia ao seu acervo particular e ficava guardada na residência.
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Argumento de proteção: O ex-mandatário justificou a manutenção do armamento no local alegando preocupações com a segurança de seu núcleo familiar, declarando que “tem três mulheres em casa” e “não podia ficar desarmado”.
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A restrição de Moraes: Ao analisar o episódio, o ministro do STF entendeu que a permanência do material bélico violava as condicionantes do regime de prisão domiciliar e determinou a entrega compulsória de todo o arsenal à Superintendência da PF.






