Em busca de ampliar palanques regionais e fortalecer alianças partidárias, tanto o PT quanto o PL devem lançar um volume de candidaturas próprias aos governos estaduais bastante próximo ao registrado na última eleição geral.
RECESSÃO DE CANDIDATURAS PRÓPRIAS E FOCO EM COLIGAÇÕES
A legenda liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputou 13 governos estaduais em 2022, caminha para manter uma quantidade similar de nomes na disputa deste ano. Para garantir o apoio de legendas parceiras como MDB, PSB, PSD e PDT, o partido abriu mão de encabeçar chapas em praças estratégicas, a exemplo do Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro.
No lado do PL, a projeção atual aponta para 13 ou 14 postulantes estaduais, índice praticamente idêntico aos 14 nomes apresentados no pleito anterior. A estratégia de ceder a cabeça de chapa visa consolidar acordos com partidos de centro e centro-direita — como PP, União Brasil e Republicanos — em colégios eleitorais de peso, incluindo São Paulo, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Tocantins.
ARTICULAÇÕES PARA O PALANQUE PRESIDENCIAL
No âmbito nacional, o PT já projeta a manutenção de alianças formais com siglas como PSB e PDT. O PSD, no entanto, definiu que terá projeto próprio na corrida presidencial com a pré-candidatura de Ronaldo Caiado.
Por outro lado, o cenário de coligações nacionais em torno de Flávio Bolsonaro (PL) permanece em fase de afunilamento. Legendas como PP e União Brasil sinalizam tendência de neutralidade na etapa inicial da disputa, enquanto o Republicanos ainda debate a postura oficial para o primeiro turno.






