DIPLOMACIA E POLÍTICA — O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é esperado nesta terça-feira (7) em Washington, nos Estados Unidos, para discursar em uma audiência pública sobre o comércio bilateral. O debate foca na possível aplicação de uma nova tarifa de 25% pelo governo de Donald Trump contra produtos vindos do Brasil. A investigação americana acusa o país de adotar práticas comerciais desleais.
Com um tempo de fala estimado em cinco minutos, o parlamentar pretende focar na defesa do setor produtivo e do agronegócio brasileiro, além de fazer elogios ao sistema Pix.
Estratégia de imagem e bastidores do clã
Segundo interlocutores e aliados, a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos carrega um forte componente político e de imagem pública.
O movimento busca estancar o desgaste provocado pelos recentes atritos e trocas de farpas públicas entre o senador e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que balançaram a estabilidade interna do grupo político.
Governo Federal opta por via reservada
Diferente da postura pública adotada pelo senador da oposição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu não participar das audiências abertas. O Palácio do Planalto preferiu intensificar os contatos diretos e reservados com as autoridades de Washington, de olho no prazo final do dia 15 de julho, quando deve sair a decisão sobre a taxação.
Como parte desse esforço diplomático de bastidores, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio França, reuniu-se com representantes norte-americanos na última semana. O Brasil colocou na mesa uma proposta de concessões reciprocais:
Redução de tarifas: O governo brasileiro ofereceu baixar o imposto de importação para cerca de 300 produtos vindos dos Estados Unidos.
Foco em tecnologia e saúde: A lista de itens beneficiados inclui principalmente máquinas e equipamentos voltados para o setor de saúde e tecnologia da informação.






