‘Não há chance de romper com o Brasil’, diz ministro após crise entre Lula e Milei

Pablo Quirno declara que o impasse entre os governos fica restrito a divergências ideológicas e aguarda o retorno do embaixador brasileiro a Buenos Aires
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BUENOS AIRES, ARGENTINA – O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, afirmou nesta quarta-feira (29 de julho) que o governo argentino não pretende romper relações diplomáticas com o Brasil. A declaração ocorre após a escalada de tensão provocada por críticas feitas pelo presidente argentino, Javier Milei, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista à Rádio Mitre, o chanceler argumentou que as divergências entre os chefes de Estado devem permanecer no campo político e ideológico, sem afetar os laços institucionais entre os dois países.

“Não há absolutamente nenhuma chance de que as relações sejam rompidas da nossa parte. Não estamos levando isso para o âmbito institucional. Esperamos que o embaixador retorne ao país o mais breve possível.” — Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina.

Origem do Impasse e Reação do Itamaraty

O desentendimento diplomático intensificou-se após a participação de Javier Milei em um evento de lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Na ocasião, o líder argentino fez ataques verbais a Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após o magistrado proibir uma visita presencial ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em resposta aos ataques, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) repudiou as declarações, chamou o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, para prestar esclarecimentos e convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, de volta ao país para consultas.

Apesar do tom adotado pela diplomacia brasileira, a chancelaria argentina declarou que não responderá a novos pronunciamentos de autoridades do Brasil sobre o episódio.

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