O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram o primeiro confronto direto no segundo turno da eleição presidencial na noite de domingo (18 de outubro de 2026), em evento organizado pelo Grupo Bandeirantes e pelo jornal O Estado de S. Paulo. O debate foi marcado por forte acirramento, trocas contínuas de acusações sobre investigações policiais, episódios de provocação física no palco e interrupções frequentes provocadas pelas manifestações das torcidas organizadas na plateia.
Logo no bloco inicial de confronto direto, Lula cobrou posicionamentos do adversário referentes ao voto contra a ampliação da licença-maternidade em 2009 e levantou questionamentos sobre o financiamento de R$ 134 milhões para uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, além da aquisição de uma propriedade de R$ 10 milhões em Angra dos Reis. Flávio Bolsonaro rebateu apontando suspeitas de irregularidades envolvendo operações da Polícia Federal relacionadas a familiares do presidente, criticou movimentações financeiras atribuídas ao Instituto Lula e sugeriu que os postulantes ao Planalto autorizem a abertura de seus sigilos bancários e telefônicos perante os tribunais superiores.
Propostas Apresentadas para Segurança, Economia e Serviços Públicos
Em meio aos embates acalorados entre os candidatos, os programas de governo foram expostos ao longo dos blocos temáticos:
Segurança e Sistema Prisional: Flávio Bolsonaro defendeu a classificação de facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas, o aumento da presença das Forças Armadas nas fronteiras, a criação de 500 mil vagas no sistema carcerário, o fim das saídas temporárias e a redução da maioridade penal para 16 anos (e 14 anos em casos de crimes hediondos). Lula propôs a criação formal do Ministério da Segurança Pública, a aprovação da PEC da Segurança e a intensificação do combate à lavagem de dinheiro e às estruturas financeiras do crime organizado.
Economia e Geração de Emprego: O senador do PL indicou apoio ao encerramento da jornada 6×1, a criação do Ministério da Prosperidade focado em microcrédito e a reestruturação da Caixa Econômica Federal. O atual presidente enfatizou os investimentos de R$ 25 bilhões na Nova Indústria Brasil, a atração de capital para a área de tecnologia e data centers, o reajuste do salário mínimo com ganho real e a ampliação de programas de renegociação de dívidas bancárias.
Saúde e Assistência Social: A campanha oposicionista propôs a reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS) inspirada na gestão privada de ponta e a manutenção do Bolsa Família. Por sua vez, o chefe do Executivo garantiu a preservação do modelo estatal do SUS, o início do tratamento oncológico em até 30 dias no sistema público, a gratuidade de medicamentos contínuos e a continuidade do programa Mais Médicos.






