WASHINGTON (EUA) / BRASÍLIA (DF) — O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, confirmou oficialmente a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre uma parcela das exportações brasileiras. A barreira alfandegária, que passa a vigorar a partir do dia 22 de julho de 2026, foi apelidada nos bastidores políticos de “TariFlávio”, em alusão à polêmica atuação do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro no processo de negociação em Washington.
Apesar do impacto econômico nas relações bilaterais, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) poupou do imposto os principais pilares da balança comercial brasileira, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose.
Os Motivos de Washington e o Fator “TariFlávio”
A decisão da Casa Branca é baseada em um relatório minucioso que questiona diretamente as políticas comerciais e regulatórias do Brasil. O governo americano aponta restrições ao comércio e concorrência desleal em frentes que vão desde as regras nacionais para o mercado de etanol até o modelo de transações instantâneas do PIX, passando pela regulação de redes sociais e as metas de combate ao desmatamento.
O termo “TariFlávio” ganhou força no debate público devido à recente viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Na fase final de consultas públicas do USTR, o senador participou de audiências oficiais com o objetivo de adiar a cobrança e abrir uma nova rodada de negociações bilaterais.
A cartada política: Embora o pedido de adiamento feito pelo senador tenha sido formalmente rejeitado pelo governo norte-americano, Washington sinalizou que a sobretaxa pode ser revista e até cancelada caso o Brasil concorde em alterar as práticas consideradas restritivas pelas autoridades dos EUA.






