A reação contra Davi Alcolumbre ganhou força nas redes sociais após a derrota de Jorge Messias na disputa pelo STF e a nova crise entre Senado e governo Lula. Internautas passaram a associar o presidente da Casa ao desgaste político provocado pela articulação contra o indicado do Planalto e retomaram ataques que já vinham aparecendo em mobilizações recentes contra o Congresso.
O clima de hostilidade se intensificou depois da votação que frustrou o governo e reforçou a leitura de que Alcolumbre teve papel central na derrota de Messias. Publicações que circulam nas redes passaram a cobrar exposição pública do senador e a classificá-lo como adversário direto de pautas defendidas por parte da base governista e de movimentos sociais.
A insatisfação não ficou restrita ao embate sobre o STF. Em diferentes momentos dos últimos meses, críticas a Alcolumbre se espalharam entre grupos políticos e perfis nas redes, com ataques ligados também à condução de temas como o impeachment de ministros do Supremo e a tramitação de projetos sensíveis no Congresso.
No campo político, a derrota de Messias deu novo fôlego ao discurso de que o Senado atua contra a vontade popular. Esse cenário ajuda a explicar por que a expressão “Congresso inimigo do povo” voltou a ganhar espaço entre aliados de Lula e em manifestações digitais que miram diretamente Alcolumbre e outros dirigentes do Legislativo.
A ofensiva contra o senador também reflete um ambiente mais amplo de confronto entre governo, Parlamento e grupos organizados nas redes. No Amapá, estado de origem de Alcolumbre, publicações críticas ganharam destaque e ampliaram a pressão sobre sua atuação em Brasília, com cobranças por maior transparência e menos atrito institucional.






