POLÍCIA – A CPMI do INSS começou os trabalhos nesta terça-feira (26), em Brasília, diante de um cenário de forte disputa política. A comissão foi criada após revelações sobre fraudes bilionárias em descontos ilegais feitos nos benefícios de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. O esquema, apurado pela Polícia Federal e órgãos de controle, teria desviado R$ 6,3 bilhões e atingido cerca de 9 milhões de beneficiários do INSS.
Na primeira reunião, os parlamentares votaram o plano de trabalho e analisaram os primeiros 35 requerimentos, do total de mais de 900 já apresentados. Entre os principais alvos das convocações estão ex-ministros da Previdência Social dos governos Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula, como Carlos Lupi, Eduardo Gabas, Marcelo Caetano e José Carlos Oliveira. Também serão chamados dez ex-presidentes do INSS dos últimos anos, servidores técnicos e autoridades do Ministério Público, PF, Receita Federal e CGU.
Oposição e governo travam embate pelo comando do colegiado. Senador Carlos Viana (Podemos-MG), eleito presidente, e deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator, prometem apuração imparcial, mas a base governista articula estratégias para controlar os danos políticos. Entre as principais linhas de investigação estão o rastreamento de repasses para associações e sindicatos, contratos suspeitos e a responsabilização de gestores públicos. Até sindicatos de aposentados e entidades de classe estão na mira, com pedidos de quebra de sigilo e envio de relatórios financeiros ao Coaf.
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