Morre Paulo Onça, sambista agredido durante briga de trânsito em Manaus

Ícone do samba brasileiro, Paulo Onça morre após ser agredido em briga de trânsito; suspeito está foragido e Justiça já decretou sua prisão.

MANAUS – O samba brasileiro perdeu um de seus grandes nomes nesta segunda-feira (266). Paulo Juvêncio de Melo Israel, mais conhecido como Paulo Onça, morreu aos 63 anos após ser brutalmente agredido em um acidente de trânsito em Manaus. Com mais de 45 anos de carreira, o artista deixou um legado de 130 músicas que marcaram o Carnaval do Rio de Janeiro e a cultura do Amazonas.

O incidente ocorreu no dia 5na Rua Major Gabriel, no bairro Praça 14, Zona Sul da capital amazonense. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela Rede Amazônica mostram que o carro de Paulo Onça avançou o sinal vermelho e colidiu com o veículo do comerciante Adeilson Duque Fonseca. Em vez de aguardar a polícia, o motorista do outro carro partiu para a agressão, espancando o sambista até deixá-lo inconsciente.

Paulo Onça foi socorrido e submetido a uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil, sob o comando do delegado Cícero Túlio, identificou Adeilson como autor das agressões e conseguiu, ainda na quinta-feira, uma ordem de prisão preventiva por tentativa de homicídio. No entanto, o suspeito segue foragido.

Nascido em Manaus, Paulo Onça começou sua trajetória musical aos 16 anos e se tornou uma lenda viva do samba. Em 1990, compôs “Nem Verde e Nem Rosa”, samba-enredo que levou a Escola Vitória Régia ao título no Carnaval local. Oito anos depois, conquistou o 7º lugar no Rio de Janeiro com um samba em homenagem a Parintins, em parceria com Quinho e Mestre Louro pelo Salgueiro.

Sua influência extrapolou as fronteiras amazônicas. Em 2017, assinou o samba-enredo da Grande Rio em tributo a Ivete Sangalo, ao lado de nomes como Kaká e Rubem Gordinho. Suas composições também foram gravadas por gigantes do gênero, como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Exaltasamba.

A morte de Paulo Onça não só enlutou o mundo do samba, mas também reacendeu o debate sobre a violência no trânsito. Enquanto familiares, fãs e colegas de profissão se despedem do artista, a polícia segue em busca do agressor, que agora responde por um crime ainda mais grave. O legado musical de Paulo, no entanto, permanecerá vivo em cada nota de seus clássicos atemporais.

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