Manaus (AM) — Neste sábado (26), três policiais militares e um guarda municipal foram presos sob a acusação de estupro coletivo contra uma mulher indígena da etnia Kokama, que estava em custódia irregular em uma delegacia no interior do Amazonas.
As prisões ocorreram menos de 24 horas após o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) apresentar pedidos de prisão preventiva à Justiça, em uma ação rápida que envolveu o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Indígena relatou abusos, tortura e humilhações
Os mandados foram cumpridos pelas Polícias Civil e Militar nas cidades de Manaus, Tabatinga e Santo Antônio do Içá, onde os suspeitos ainda estavam em serviço. Dois outros PMs — um de férias e outro em missão — devem se entregar nas próximas horas.
A indígena, em depoimento às promotoras Priscila Pini e Lilian Nara, relatou ter sofrido abusos sexuais, tortura e humilhações enquanto estava sob custódia. Após ser transferida para a Cadeia Pública Feminina de Manaus, policiais teriam ido à casa de sua mãe, em Santo Antônio do Içá, para intimidá-la e silenciar a família.
MPAM pede afastamento
O MPAM argumentou, nos pedidos de prisão, risco à ordem pública, à segurança da mulher indígena e a possibilidade de novos crimes. Também foi solicitado o afastamento das funções públicas dos acusados e a suspensão do porte de armas.
O processo tramita em segredo de Justiça para proteger a vítima e a investigação.
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