AMAZONAS – Durante um encontro no rancho de Carlinhos Maia, o influenciador amazonense Eddu Olliver foi apresentado ao cantor MC Ryan como um jovem que carrega as dificuldades de quem vem de Manaus, em meio a um cenário de menor visibilidade no mercado nacional. Emocionado, Eddu comentou que na região “é tudo distante” e usou a expressão: “estamos lá em cima do mato”.
A fala, no entanto, repercutiu mal entre amazonenses e outros nortistas. Embora a ideia inicial fosse demonstrar a distância geográfica e a barreira cultural enfrentada por quem nasce no Norte, a escolha das palavras acabou reforçando um estereótipo antigo e profundamente ofensivo: o de que o Amazonas ainda seria um lugar atrasado, isolado e sem desenvolvimento.
Esse tipo de discurso acaba sendo terreno fértil para alimentar preconceitos que já circulam há décadas contra a região. Trata-se de uma narrativa reducionista, que invisibiliza avanços, riqueza cultural e potência econômica do Amazonas, além de gerar um sentimento de inferioridade entre a própria população local.
É preciso lembrar que o Norte não está “em cima do mato”: está no centro das maiores discussões sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável, criatividade e inovação. Ao invés de reforçar ideias ultrapassadas, influenciadores com alcance nacional, como Eddu, poderiam ser pontes para mostrar ao Brasil o valor que Manaus e a Amazônia carregam.
Em um momento em que representantes da região finalmente começam a ganhar espaço em cenários culturais e digitais, falas como a de Eddu mostram como a luta contra o preconceito regional ainda é um desafio diário.
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