Bombas de São João: quando a tradição junina vira risco de morte e amputações

Apesar de tradicionais, as bombinhas causam centenas de acidentes todos os anos, incluindo queimaduras graves e incêndios.
(Foto: Divulgação)

BRASIL – Junho chegou e com ele uma festividade que mora no coração de todo brasileiro. As festas juninas são uma das celebrações mais aguardadas do ano, repletas de comidas típicas, danças e brincadeiras.

Entre os elementos mais tradicionais estão as bombinhas e os artefatos pirotécnicos, que, apesar de parecerem inofensivos, escondem riscos graves. Todos os anos, hospitais registram centenas de casos de queimaduras, ferimentos graves com riscos de amputações e até incêndios causados por esses dispositivos que podem levar a morte.

As bombinhas, muitas vezes vistas como brinquedos, podem causar queimaduras de terceiro grau, especialmente em crianças. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), cerca de 30% dos acidentes com fogos de artifício durante o período junino envolvem menores de idade. A explosão inesperada de uma bombinha pode ferir não só quem a manuseia, mas também espectadores próximos.

Além disso, muitos desses artefatos são fabricados de forma caseira, sem qualquer controle de qualidade, aumentando o risco de defeitos que podem levar a acidentes graves. Em 2023, por exemplo, um adolescente no interior de São Paulo perdeu parte dos dedos ao tentar acender uma bombinha que explodiu prematuramente.

Outro perigo pouco discutido é o risco de incêndios. Em áreas secas ou próximas a matas, as bombinhas podem facilmente causar queimadas, principalmente quando lançadas inadvertidamente sobre folhas secas ou estruturas de madeira, comuns em arraiais. Em 2022, um grande incêndio em um parque no Nordeste foi atribuído ao uso indevido de fogos durante as festividades juninas.

Especialistas recomendam evitar completamente o uso de bombinhas caseiras e optar por celebrações com luzes LED, confetes ou shows pirotécnicos profissionais, que seguem normas de segurança. “A melhor forma de prevenir acidentes é conscientizar a população, principalmente as crianças, sobre os perigos reais desses artefatos”, explica Dr. Carlos Menezes, membro da SBQ.

Legislação e fiscalização

No Brasil, a venda de artefatos pirotécnicos para menores de 18 anos é proibida, mas a fiscalização muitas vezes falha. Alguns estados, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, possuem campanhas intensivas durante o período junino para coibir o uso irresponsável.

A tradição das festas juninas não precisa ser abandonada, mas é crucial repensar práticas perigosas. Optar por alternativas seguras pode garantir que a celebração continue sendo alegre, sem colocar vidas em risco.

Se você testemunhar o uso indevido de bombinhas por crianças, denuncie ao Disque Direitos Humanos (Disque 100) ou à polícia local. A segurança deve vir em primeiro lugar.

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