Isabella Nardoni: entidade internacional leva nova acusação sobre participação do avô no crime

A defesa da família Nardoni informou que pretende processar a autora do depoimento por calúnia
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O caso Isabella Nardoni voltou ao centro de uma disputa jurídica após uma entidade afirmar que Antônio Nardoni, avô da menina, teria tido participação direta na execução do crime, além do suposto apoio no acobertamento. A denúncia foi apresentada nesta quarta-feira (29) à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, presidida por Agripino Magalhães.

A iniciativa ocorre depois de a entidade questionar a atuação de magistrados paulistas junto ao Conselho Nacional de Justiça, o CNJ. No novo documento, a associação sustenta que Antônio Nardoni teria colaborado ativamente na construção de um álibi para o casal. O texto também afirma que a discussão se baseia no depoimento de uma policial penal que conviveu com Anna Carolina Jatobá no sistema prisional.

Segundo o relato da servidora, a madrasta de Isabella teria revelado detalhes comprometedores sobre o sogro. A denúncia afirma ainda que Isabella estaria viva quando foi arremessada da janela do edifício London, e que a intervenção de terceiros teria sido determinante para a morte.

O documento também sustenta que o silêncio de Jatobá ao longo de quase duas décadas seria garantido pelo suporte financeiro prestado pelo sogro a ela e à família. O advogado Angelo Carbone, representante da associação, diz que recorreu à Comissão por considerar que houve omissão do Judiciário brasileiro diante das novas informações.

Entre os pedidos apresentados à Comissão Interamericana estão a prisão preventiva de Antônio Nardoni para investigação por crime hediondo, o acompanhamento presencial do caso por observadores internacionais e medidas de proteção para a policial penal que prestou depoimento. A entidade também argumenta que a liberdade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, ambos em regime aberto, provoca um “medo coletivo” na sociedade.

O documento afirma que Alexandre trabalha atualmente na empresa do pai e que o casal mantém um padrão de vida luxuoso em áreas como Alphaville, ponto que a associação considera incompatível com a condição de condenados. Em declarações anteriores, Antônio Nardoni negou qualquer participação ou envolvimento no assassinato da neta.

A defesa da família Nardoni informou que pretende processar a autora do depoimento por calúnia. Enquanto isso, o Ministério Público de São Paulo avalia se os novos relatos e cartas manuscritas são suficientes para a reabertura oficial das investigações.

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