MÉXICO – Um vídeo publicado recentemente expôs um ritual de iniciação extremamente violento de um cartel ligado ao tráfico de drogas em Tabasco, no México. Nas imagens, aspirantes a integrar o grupo criminoso aparecem mastigando vísceras de uma vítima decapitada, como parte de uma cerimônia que combina terror, submissão e afirmação de poder. O episódio teria ocorrido em cidades da região, como Cunduacán, Macultepec e Ixtacomitán, áreas marcadas por aumento da violência entre cartéis rivais.
Estudiosos sobre as dinâmicas do crime organizado mexicano reforçam que o canibalismo é adotado como ritual para consolidar a lealdade dos integrantes e promover a desumanização dos envolvidos, além de ser prática simbólica para intimidar rivais e controlar territórios. A gravação serve como prova interna e propaganda, o que intensifica o terror e faz parte do ciclo de violência. Apesar da circulação do vídeo e dos relatos sobre o caso, autoridades mexicanas permanecem em silêncio, o que multiplica a sensação de impunidade e medo entre moradores das regiões dominadas pelos cartéis.
Especialistas, como o antropólogo Claudio Lomnitz, explicam que rituais de canibalismo criminal representam transgressão máxima dos valores sociais e reforçam o domínio das facções sobre as comunidades. O caso exibe uma faceta extrema do poder paralelo exercido por cartéis de drogas no México.
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