MUNDO – Hackers ligados ao grupo norte-coreano Kimsuky utilizaram o ChatGPT para confeccionar documentos falsos que imitavam carteiras de identidade militar da Coreia do Sul. O relatório sobre o caso, divulgado pela empresa sul-coreana de cibersegurança Genians neste domingo (14), detalha como os criminosos empregaram ferramentas de inteligência artificial para tornar mais convincentes os e-mails de phishing. Essas mensagens visavam enganar os destinatários e roubar informações sensíveis, incluíram domínios fraudulentos semelhantes ao oficial das Forças Armadas sul-coreanas, “.mli.kr”, em vez de “.mil.kr”. Os ataques atingiram agências militares, jornalistas, pesquisadores e ativistas com atuação sobre a Coreia do Norte.
Segundo a Genians, os hackers superaram restrições do ChatGPT ao solicitar criações como “modelos de amostra”. Dessa forma, conseguiram driblar mecanismos que bloqueiam a produção de documentos oficiais. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos reconhece o Kimsuky como uma unidade que executa ciberespionagem sob ordens do regime de Kim Jong-un. Entre novembro do ano passado e janeiro deste ano, mais de 126 mil e-mails fraudulentos foram enviados a cerca de 17.744 alvos sul-coreanos. O objetivo principal era a obtenção de dados pessoais e sensíveis de militares e civis.
Outro relatório divulgado pela empresa de IA Anthropic em agosto aponta que hackers norte-coreanos usaram ferramentas como Claude para criar identidades falsas e conquistar postos de trabalho remotos em empresas de tecnologia americanas. Foram produzidos currículos, cartas de apresentação e até respostas técnicas para esses processos. Estimativas do Departamento de Defesa dos EUA indicam que o esquema permitiu que estrangeiros, proibidos de atuar nos Estados Unidos, acessassem empregos em mais de 300 companhias, gerando um total de US$ 17 milhões em fraudes. Entre as empresas afetadas aparecem Google, Amazon, Nike e Nvidia, conforme informações repassadas pela Bloomberg. A OpenAI identificou o uso indevido do ChatGPT e baniu contas que pertenciam a agentes norte-coreanos em fevereiro deste ano, após incidentes de produção de postagens falsas em redes sociais.
Membros da Genians consideram preocupante o avanço dos ataques que exploram ferramentas de IA para planejar ofensivas digitais, desenvolver malware e criar recursos sofisticados de invasão. Mun Chong-hyun, diretor da empresa, destacou que esses mecanismos tornam a ação dos hackers cada vez mais eficiente e difícil de monitorar. A situação demonstra o uso crescente da inteligência artificial por grupos ligados a governos e intensifica a atenção de autoridades à segurança digital internacional.
Leia mais:
- Longe dos holofotes: as praias preferidas dos famosos
- Famosos com HIV falam sobre o assunto; um é brasileiro
- Aos 73 anos, Vera Fischer lamenta a falta de paquera: ‘Uma cantada é muito’
Confira as principais notícias do dia no Portal Notícias + 360: https://noticiamais360.com.br/





