Menino de 7 anos diz que mãe matou irmã de 18 meses

Irmão mais velho relatou maus-tratos anteriores; Laudo do IML aponta múltiplos hematomas e hemorragia cerebral na vítima.

MUNDO – Uma bebê de 18 meses morreu após sofrer agressão dentro de casa, no Novo México, Estados Unidos. O caso aconteceu no dia 2 de agosto de 2025, quando Vanessa Chavez, de 40 anos, foi presa pelo crime de maus-tratos e agressão infantil com resultado de morte. O Departamento de Polícia local informou que o filho mais velho de Chavez, um menino de 7 anos, relatou ter presenciado a mãe jogando a irmã menor contra a parede.

O garoto afirmou aos investigadores que já tinha visto a mãe “batendo na irmã” e que ela pediu para que ele não falasse sobre o ocorrido. Após a agressão, Chavez alegou às autoridades que a filha “simplesmente desmaiou” e que não havia causado sua morte.

Equipes de emergência atenderam ao chamado para prestar socorro à bebê, mas ao chegar na residência encontraram a criança inconsciente e sem sinais vitais. Um homem, companheiro de Chavez, tentou realizar manobras de reanimação, sem sucesso.

Sobre a vítima

O Departamento de Crianças, Jovens e Famílias do Novo México comunicou que a menina havia passado grande parte da vida sob cuidados de um parente, uma vez que nasceu prematura e com presença de drogas no organismo. A custódia da criança havia sido removida dos pais por ausência em consultas médicas, mas foi restaurada em julho de 2025 após o casal concluir um plano judicial de reunificação familiar.

A autópsia apontou múltiplos hematomas na cabeça, no rosto, nos braços, tornozelo e pé, além de hemorragia subdural causada por trauma contundente. O pai da vítima, Greg Montoya, relatou que a criança caiu da cama dias antes do óbito, mas que não apresentava sintomas graves inicialmente. Chavez alegou, em depoimento, que os ferimentos poderiam ter sido provocados por quedas comuns na fase em que a menina aprendia a andar ou ainda durante um acampamento recente. Ela também comentou sobre a possibilidade de engasgo durante o sono.

Reunificação

Dois dos irmãos da vítima estiveram sob custódia do Departamento de Crianças, Jovens e Famílias por cerca de um ano, até serem reunificados à mãe um mês antes da tragédia. O processo de reunificação teve aprovação judicial sem objeções das partes envolvidas. Após o crime, Chavez foi presa e aguarda decisão da Justiça local, podendo ser condenada à prisão perpétua em caso de condenação.

A investigação segue buscando esclarecer detalhes da morte da criança e analisar a conduta dos responsáveis e das autoridades envolvidas no acompanhamento familiar.

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