Nesta quarta-feira (21), a médica Sophia Dib participou do programa Encontro com Patrícia Poeta e contou detalhes sobre o momento em que descobriu que seu nome e registro profissional estavam sendo utilizados, de forma fraudulenta, por uma profissional de educação física no Amazonas.
Segundo a médica, o caso chegou ao seu conhecimento após o Conselho Federal de Medicina (CFM) alertá-la sobre uma denúncia envolvendo a emissão de atestados falsos em seu nome. A responsável pelo uso indevido foi identificada como Sophia Livas, que não é médica, mas atuava como se fosse, atendendo principalmente crianças com cardiopatia grave em Manaus.
“É inadmissível que alguém use o nome de outro profissional da saúde, especialmente em casos tão delicados como o atendimento a crianças com problemas cardíacos”, afirmou Sophia Dib durante o programa. A médica também ressaltou a gravidade da situação e a necessidade de fiscalização mais rigorosa no setor para evitar que casos assim se repitam.
A falsa profissional foi presa pela polícia, e a investigação apontou que ela se passava por médica em atendimentos domiciliares. A fraude levantou uma série de preocupações sobre a segurança dos pacientes, principalmente daqueles em condições vulneráveis, e reacendeu o debate sobre a importância da verificação de credenciais no atendimento médico.
O caso ganhou repercussão nacional e destacou a necessidade de reforçar os mecanismos de controle e proteção da identidade dos profissionais de saúde. A conduta da suspeita pode responder por falsidade ideológica, exercício ilegal da medicina e outros crimes previstos em lei. As autoridades seguem apurando a extensão dos danos e os impactos causados às famílias atendidas.





