Fósseis de âmbar com insetos são achados pela primeira vez na América do Sul

Pesquisadores localizaram cerca de 60 amostras de âmbar fossilizado com insetos no Equador. A maioria dos fósseis tem 120 milhões de anos e pertence ao período Cretáceo.

CIÊNCIA – Amostras fossilizadas de âmbar com insetos foram encontradas, pela primeira vez, em grande abundância na América do Sul, durante pesquisas realizadas no Equador. O achado inédito envolveu cerca de 60 amostras que, segundo cientistas, guardam registros importantes sobre o ambiente, o clima e a composição das florestas durante o período Cretáceo, há cerca de 120 milhões de anos.

O pesquisador brasileiro Marcelo Carvalho, do Museu Nacional, participou do estudo e ficou responsável pela análise dos pólens presentes nos fósseis, processo que permitiu estimar a idade das amostras e identificar a vegetação dominante da época. Os resultados destacam a presença de árvores como as araucárias, que são produtoras da resina responsável pela formação do âmbar.

Os fósseis encontrados equivalem ao período de separação dos continentes e desenvolvimento das bacias que hoje são exploradas pela Petrobras, como o Foz do Amazonas. O estudo, publicado na revista Nature, constrói novas possibilidades para entender como era a fauna e a flora do hemisfério sul, com foco especial sobre a formação das florestas tropicais e do clima úmido que prevalece na Amazônia.

A pesquisa identificou inúmeros insetos preservados, entre moscas, besouros, formigas, vespas e até fragmentos de teias de aranha. Esses registros indicam que tais animais conviviam com dinossauros na região antes de ficarem encapsulados na resina, formando verdadeiros testemunhos da evolução do planeta.

O trabalho envolveu especialistas de Argentina, Colômbia, Equador, Alemanha, Panamá, Espanha, Suécia e dos Estados Unidos. O espanhol Xavier Delclòs é citado como responsável pela descoberta das amostras fossilizadas. A maior parte dos fósseis de âmbar identificados antes era relacionada ao hemisfério norte, aspecto que torna o registro sul-americano ainda mais relevante para a ciência e para o estudo do passado ambiental da região.

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