BRASIL – O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, protocolou nesta terça-feira (11) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar medidas cautelares impostas contra ele, incluindo a proibição de contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O dirigente também solicitou a liberação de bens apreendidos pela Polícia Federal (PF), como relógios de luxo das marcas Rolex, Bulgari e Piguet, além de valores em dinheiro no valor de R$ 53,7 mil.
O pedido será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator no STF do inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado envolvendo Bolsonaro e aliados. Diferentemente do ex-presidente, Valdemar não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso. A proibição de contato entre os dois foi determinada por Moraes em fevereiro de 2024, como parte das medidas cautelares para evitar possíveis interferências nas investigações.
Em sua defesa, os advogados de Valdemar argumentam que não há mais motivos para manter as restrições, já que ele não foi incluído na denúncia da PGR. “A defesa de Valdemar Costa Neto requer, respeitosamente, a revogação de toda e qualquer medida cautelar decretada em seu desfavor, notadamente a proibição de manter contato com outras pessoas e de se ausentar do país”, diz o texto do pedido.
Liberação de bens apreendidos
Além da revogação das medidas cautelares, Valdemar solicitou a devolução de bens apreendidos pela PF durante as investigações. Entre os itens estão relógios de luxo e valores em dinheiro que estão sob custódia da polícia. A defesa alega que a apreensão desses bens não tem mais fundamento, uma vez que ele não foi denunciado no inquérito.
Velório da mãe de Valdemar
A proibição de contato entre Valdemar e Bolsonaro já havia sido flexibilizada anteriormente. No fim de 2024, o ex-presidente foi autorizado por Moraes a participar do velório e da missa de Sétimo Dia de Leila Caran Costa, mãe de Valdemar, que morreu aos 99 anos. As cerimônias ocorreram em Mogi das Cruzes (SP), cidade natal da família de Valdemar.
Outros investigados
Também nesta terça-feira, a PGR se manifestou a favor da revogação de medidas cautelares impostas a outros investigados no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado. Entre eles está Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor de Bolsonaro, e o advogado Amauri Feres Saad. Ambos não foram denunciados pela PGR, e o Ministério Público Federal entende que não há mais razão para manter as restrições.





