BRASIL – A taxa de desemprego no Brasil recuou para 6,2% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, menor patamar desde 2012 segundo a PNAD Contínua do IBGE, resultado de 7 milhões de desocupados em população economicamente ativa de 110,8 milhões de pessoas com 15 anos ou mais. O número representa queda de 0,8 ponto percentual ante o trimestre anterior e 1,1 p.p. em relação a janeiro de 2025, impulsionado por formalização via Novo Caged e vagas em serviços. Os dados saíram nesta quinta-feira (5), com rendimento médio real habitual de R$ 3.428 por trabalhador.
A região Nordeste registrou a maior taxa com 9,1%, seguido por Norte (7,8%) e Sudeste (5,9%), enquanto Centro-Oeste e Sul mantiveram abaixo de 4%, refletindo disparidades regionais em recuperação pós-pandemia. Carteira assinada atingiu 39,3 milhões de vagas, alta de 2,1% no trimestre, com informalidade em 39% da força de trabalho ocupada totalizando 39,7 milhões de pessoas. Mulheres enfrentaram 8,9% de desocupação contra 4,5% dos homens, e pretos/pardos 7,4% ante 4,9% dos brancos.
Ocupação cresceu 1,4% com 2,1 milhões de vagas novas, puxada por serviços domésticos (+5,2%) e comércio (+2,8%), enquanto agropecuária registrou perda de 3,1%. Rendimento médio subiu 2,3% no ano, mas massa de rendimento real ficou estável em R$ 334,7 bilhões devido a inflação acumulada. Jovens de 18-24 anos ainda patinam em 16,2% de desemprego, com informalidade jovem em 52%.
O resultado confirma tendência de baixa iniciada em 2025 com juros Selic em queda e crédito ampliado, embora analistas alertem para sazonalidade de verão e riscos de desaceleração no segundo semestre. O IBGE projeta média anual de 6,5% para 2026, com formalização sustentada por reformas trabalhistas. O governo federal destaca a marca histórica como fruto de políticas de emprego e salário mínimo acima da inflação.





