Adolescente morto por homofobia em Manaus na verdade era heterossexual

Ataque não teria sido motivado pela orientação sexual de Fernando Vilaça, mas sim pelo preconceito e bullying sofrido.

MANAUS – O caso do adolescente Fernando Vilaça, de 17 anos, morto após ser brutalmente espancado na zona leste de Manaus, segue gerando debates sobre violência motivada por preconceito. O crime ocorreu no bairro Gilberto Mestrinho, quando Fernando foi alvo de xingamentos homofóbicos por parte de outros adolescentes. Ao questionar o motivo das ofensas, o jovem foi agredido violentamente e não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer após internação hospitalar.

Fernando saiu de casa para comprar leite e foi abordado por um grupo de adolescentes, que o insultaram com termos homofóbicos. Ao tirar satisfação, foi espancado por dois jovens — primos, de 16 e 17 anos. Um deles já tinha histórico de agressividade e havia sido expulso da escola anteriormente.

O laudo do Instituto Médico Legal apontou traumatismo craniano, hemorragia intracraniana e edema cerebral como causas da morte.

Investigações e comoção

A Polícia Civil apura o caso como homicídio qualificado por motivo fútil, com motivação ligada a injúria homofóbica. Um dos suspeitos foi apreendido e o outro segue foragido. Ambos respondem por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado. A Defensoria Pública do Amazonas acompanha o caso e reforça canais de apoio a vítimas de homofobia e violência motivada por preconceito.

Familiares e amigos de Fernando se manifestaram nas redes sociais e em entrevistas, ressaltando que o adolescente era heterossexual e que nunca havia se declarado de outra forma. O ataque, portanto, não foi motivado por sua orientação sexual real, mas sim pelo preconceito e pelo bullying sofrido.

A morte de Fernando gerou manifestações de pesar de órgãos como o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, e mobilizou entidades como a OAB-AM, que reforçaram a necessidade de combate à violência e ao preconceito. Estudantes e professores da escola onde Fernando estudava prestaram homenagens e pediram justiça, destacando o impacto da violência e do preconceito na juventude amazonense.

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