Bia Miranda, Maumau e Gabriel Buarque e outros influenciadores são investigados por esquema criminoso

Mandados de busca foram cumpridos nesta quinta-feira (7). Investigações estimam movimentação de R$4 bilhões.

POLÍCIA – A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta quinta-feira (7) uma operação contra um grupo de quinze influenciadores digitais suspeitos de promover jogos de azar ilegais, lavar dinheiro e organizar esquema criminoso. Entre os alvos estão Bia Miranda, Maumau e Gabriel Buarque. A ação, chamada de Operação Desfortuna, aconteceu em endereços nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Conforme a Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro, os influenciadores usaram suas redes sociais para divulgar jogos on-line como o “Jogo do Tigrinho”. As postagens prometiam lucros fáceis e atraíam seguidores para plataformas de apostas virtuais, proibidas no Brasil. As investigações mostram que os envolvidos atuaram de modo estruturado, dividindo tarefas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas de fachada.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram movimentações bancárias suspeitas. A soma dessas movimentações ultrapassou R$4 bilhões, valor considerado incompatível com a renda declarada pelos investigados. Os influenciadores ostentaram estilos de vida de alto padrão, com carros de luxo, viagens internacionais e imóveis caros. Pelo menos R$40 milhões circularam nas contas pessoais dos investigados, apenas entre 2022 e 2024.

A polícia destaca que o objetivo do grupo era ocultar a origem do dinheiro obtido por meio das apostas, caracterizando o crime de lavagem de dinheiro. Também foi identificado que alguns influenciadores podem ter recebido percentuais sobre as perdas dos apostadores que acessaram os sites por meio dos links divulgados. Um dos endereços alvo dos mandados estava localizado em um condomínio de alto padrão na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A investigação da Polícia Civil envolveu o Gabinete de Recuperação de Ativos e o Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro. Os mandados de busca e apreensão concentraram-se em residências de influenciadores e sedes de fintechs que, conforme a polícia, facilitaram transações para o grupo. O processo de quebra de sigilo fiscal dessas empresas foi autorizado pela Justiça durante a operação.

As autoridades buscam identificar o papel de cada integrante no suposto esquema. Conforme informou a polícia, além dos influenciadores que divulgavam as plataformas, há operadores financeiros e empresas de fachada envolvidos. A investigação também apura conexões com pessoas que já tiveram vínculo com o crime organizado.

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