Operação na Semana Santa retira mais de 600 kg de pescado irregular no Distrito Federal

A operação resultou na apreensão de 603 quilos de pescados considerados impróprios para o consumo em feiras, mercados e estabelecimentos comerciais do Distrito Federal.
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A Vigilância Sanitária, em conjunto com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, realizou uma série de fiscalizações entre os dias 25 de março e 1º de abril, período da Semana Santa, com o objetivo de aumentar o controle sobre a qualidade do pescado comercializado na região. A operação resultou na apreensão de 603 quilos de pescados considerados impróprios para o consumo em feiras, mercados e estabelecimentos comerciais do Distrito Federal.

As ações se concentraram na verificação das condições de higiene, armazenamento, manipulação e temperatura dos produtos expostos. As equipes de auditores sanitários inspecionaram o estado de conservação de peixes, camarões, lagostas, lagostins e cefalópodes, como lulas e polvos, com foco em atender os padrões sanitários exigidos por leis de saúde pública e por normas de segurança alimentar. O principal objetivo foi evitar a venda de alimentos contaminados, com sinais de deterioração ou mal armazenados, que possam gerar doenças como intoxicações alimentares e outras infecções.

A diretora da Vigilância Sanitária, Márcia Olivé, reforça que a participação do consumidor é essencial para a segurança alimentar. Ela orienta que os pescados sejam comprados apenas em locais devidamente licenciados, que apresentem boa organização, limpeza e controle de temperatura, além de exibir permissão de funcionamento emitida pelo órgão competente. A orientação é evitar aquisição em pontos informais ou sem estrutura adequada, onde a rastreabilidade do produto pode ser comprometida.

Entre os principais pontos que devem ser observados na hora da compra estão peixes com olhos brilhantes e salientes, guelras avermelhadas ou rosadas, escamas firmes, carne consistente e odor suave. A presença de mau cheiro, manchas, mofo ou textura viscosa sinaliza que o alimento pode estar estragado e não deve ser consumido, mesmo que seja oferecido a preço baixo. No caso de produtos congelados, é necessário conferir a embalagem, procurando a data de validade, o lote, o nome do fabricante e o registro nos órgãos de fiscalização, além de evitar itens com indícios de descongelamento, como acúmulo excessivo de gelo, o que pode indicar quebra de cadeia de frio e comprometimento da qualidade.

A Vigilância Sanitária informa que as fiscalizações seguem intensificadas também fora do período de Semana Santa, com operações rotineiras em diferentes pontos de venda do Distrito Federal. A estratégia busca proteger a saúde da população, reduzir riscos de surtos de doenças transmitidas por alimentos e assegurar que o pescado disponibilizado ao consumidor atenda aos critérios mínimos de segurança e higiene estabelecidos pela legislação sanitária.

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