Pastor flagrado de calcinha condenava adultério e gays: “Vão tudo morrer”

Líder religioso anunciou que foi vítima de tentativa de extorsão após a gravação, mas não registrou boletim de ocorrência.

BRASIL – Um vídeo exibiu o pastor e servidor público Eduardo Costa usando calcinha e peruca loira durante ação na rua em Goiânia, estado de Goiás. Costa, bispo evangélico e servidor do Tribunal de Justiça de Goiás há 44 anos, ficou conhecido por pregações contra pessoas LGBTQIA+ e relações extraconjugais. O caso ganhou repercussão nesta segunda-feira (11), quando o vídeo passou a circular em diferentes páginas na internet. O registro mostra Costa caminhando pelo bairro Setor Urias Magalhães, segundo informações contidas nas matérias divulgadas.

Costa publicou mensagens condenando práticas como relações homossexuais e adultério em suas redes sociais antes do episódio. Conforme texto de suas pregações, o pastor afirmou que pessoas que “mantêm relações sexuais antes do casamento, adoram ídolos, praticam sexo depois do casamento com quem não é cônjuge, têm relações sexuais ativas ou passivas com homossexuais, roubam, são avarentas, embebedam-se, atacam pessoas com linguagem insolente, pilhadoras, nenhuma delas terá parte no reino de Deus”. Em outro trecho, escreveu: “Se você não aceitar a correção do Eterno, você vai morrer, exatamente isso. O Eterno tem o poder para matar a carne e a alma, e você vai morrer na carne por causa dos seus pecados e a sua alma será destinada ao inferno porque você foi uma pessoa miserável e não quis fazer a vontade do Eterno”.

Costa alegou ao público que utilizou a vestimenta feminina durante uma “investigação pessoal”. Disse que se encontrava de peruca loira e calcinha para localizar um endereço específico na região. Informou que alguém fez a filmagem sem consentimento e tentou extorqui-lo, ameaçando publicar o vídeo caso não recebesse pagamento. Costa divulgou pronunciamento ao lado da esposa, a missionária Valquíria Costa, confirmando que ela sabia da situação, mas não tinha conhecimento dos detalhes. Até o momento, o pastor não registrou boletim de ocorrência sobre o caso.

O vídeo viralizou nessas plataformas desde domingo (10) e intensificou o debate em torno da coerência nas condutas do pastor, principalmente pela recorrência de discursos públicos contra grupos LGBTQIA+ e pessoas que cometem adultério. Fiéis, seguidores e internautas publicaram críticas nos canais gospel e redes sociais. A repercussão levou diversos influenciadores e jornalistas a identificar as contradições entre a postura pública do líder religioso e o conteúdo do vídeo flagrado na rua.

Costa continua exercendo a função de servidor público, com salário de cerca de R$40 mil mensais conforme registros do Tribunal de Justiça de Goiás, e mantém presença regular em redes sociais. Os perfis de notícias acompanham o caso, enquanto Costa ainda não revelou se tomará medidas judiciais contra a divulgação do vídeo.

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