A advogada de Andreza dos Santos, presa no último sábado (17), afirma que sua cliente agiu em um momento de forte abalo emocional ao atacar Jéssica dos Santos Moreira, supostamente envolvida com o marido da acusada. O crime ocorreu na Rua Albino Imparato, em Manaus, e chocou moradores pela brutalidade e motivação passional.
Segundo informações da polícia, Andreza suspeitava que Jéssica fosse amante de seu companheiro, Jorge Irã Nola Dias. Câmeras de segurança do local registraram o momento em que Andreza se aproxima da vítima e arremessa um líquido ainda não identificado – suspeita-se que seja álcool – contra ela. Em seguida, de acordo com relatos de testemunhas, Andreza golpeou violentamente a cabeça de Jéssica contra o chão.
A vítima não resistiu aos ferimentos e foi declarada morta ainda no local. A perícia deve confirmar se o líquido utilizado teria potencial inflamável e se houve tentativa de atear fogo antes da agressão fatal.
Jorge Irã Nola Dias, apontado como pivô do conflito, foi identificado nas imagens, mas está foragido. Um mandado de prisão já foi expedido contra ele. A polícia acredita que o homem possa fornecer informações importantes para esclarecer completamente a dinâmica do crime.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que trabalha com a hipótese de feminicídio e homicídio qualificado por motivo torpe. A defesa de Andreza não descarta a possibilidade de alegar legítima defesa da honra, tese que tem sido amplamente contestada no Judiciário por reforçar estigmas contra as vítimas de violência de gênero.
Enquanto isso, familiares e amigos de Jéssica cobram justiça. A tragédia evidencia, mais uma vez, como o ciúme e a desconfiança em relações amorosas podem escalar para desfechos irreparáveis.





